Música nos BRICS

As conexões musicais entre os países dos BRICS: A Música como linguagem universal.

O violão de sete cordas, instrumento fundamental na música brasileira, especialmente no choro e no samba, também possui uma rica e respeitada tradição na Rússia, onde é conhecido como semistrunnaya gitara. Neste encontro musical e histórico, dois grandes mestres do violão de sete cordas — Yamandú Costa e Luis Filipe de Lima — exploram as semelhanças e diferenças entre as versões brasileira e russa do instrumento. A conversa também traz à tona momentos marcantes da trajetória do violão de sete cordas no Brasil, desde sua introdução no início do século XX até sua consolidação como símbolo da música popular brasileira. Entre histórias, demonstrações e reflexões, os músicos revelam como esse instrumento singular atravessa culturas, estilos e fronteiras, mantendo sua expressividade e profundidade sonora em contextos distintos.

A música tem o poder de transcender fronteiras culturais, linguísticas e geográficas. No contexto dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), essa conexão se torna ainda mais evidente, pois cada um desses países possui ricas tradições musicais que dialogam com o mundo e, cada vez mais, entre si. Através da música, essas nações expressam suas identidades culturais, trocam influências e constroem pontes que reforçam o sentido de cooperação e entendimento entre os povos.

Música como Expressão Cultural e Social

Cada país dos BRICS tem uma cena musical vibrante, baseada tanto em suas tradições ancestrais quanto em movimentos contemporâneos:

  • Brasil – Conhecido mundialmente pelo samba e pela bossa nova, o Brasil tem uma tradição musical marcada pela mistura de ritmos africanos, indígenas e europeus. Gêneros como o choro, o maracatu e a MPB também fazem parte dessa diversidade, que continua se reinventando por meio da música eletrônica, do hip-hop e de experimentações sonoras.

  • Rússia – A tradição musical russa é profundamente enraizada na música erudita, com compositores como Tchaikovsky e Stravinsky sendo referências mundiais. Ao mesmo tempo, a Rússia tem uma cena contemporânea forte, indo do rock progressivo ao techno de Moscou, além de uma rica música folclórica que ainda ressoa no imaginário popular.

  • Índia – A música indiana é conhecida por sua sofisticação e profundidade, seja na tradição clássica (como o raga do norte e o carnático do sul) ou nos ritmos populares de Bollywood. Instrumentos como a cítara e o tabla influenciaram músicos ao redor do mundo, criando pontes sonoras que conectam a Índia a diversas culturas musicais.

  • China – A música tradicional chinesa, com sua delicadeza e uso de instrumentos como o guzheng e o erhu, convive com uma cena contemporânea efervescente que vai do pop mandarim ao rock underground de Pequim. A influência do pensamento filosófico chinês na música também traz um caráter meditativo e expressivo singular.

  • África do Sul – O país tem uma das cenas musicais mais ricas do continente africano, sendo berço de gêneros como o kwaito, o mbaqanga e o gqom. Além disso, a herança do jazz sul-africano, influenciado por artistas como Hugh Masekela e Miriam Makeba, atravessa gerações e ressoa em contextos internacionais.

A Música como Linguagem Universal

O que une esses países, apesar das diferenças de idioma, geografia e história, é o fato de que a música fala diretamente à emoção e ao imaginário coletivo. Essa linguagem universal permite que músicos de qualquer país do BRICS consigam se conectar de maneira profunda, seja por meio da improvisação, das melodias tradicionais ou das novas experimentações sonoras.

Além disso, a tecnologia tem possibilitado ainda mais a aproximação entre as cenas musicais dos BRICS. Plataformas de streaming, colaborações online e projetos de residência artística virtual têm impulsionado essa troca, permitindo que artistas se encontrem sem a necessidade de deslocamento físico.

A música é uma das formas mais poderosas de conexão entre os países dos BRICS, funcionando como um elo cultural e emocional entre diferentes povos. Seja na valorização das tradições ou na experimentação de novas sonoridades, a música continua a ser um campo fértil para o diálogo, a colaboração e a construção de pontes entre essas nações. Em um mundo cada vez mais interconectado, os BRICS encontram na música uma força unificadora, que transcende barreiras e reforça o poder da arte como um meio de expressão global.

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